Pode até parecer uma tarefa simples ou fácil. Passei por essa situação diversas vezes. O cliente chega até você precisando de nome e marca.
Começa a luta. Missão destinada normalmente a redatores. Muitas vezes resolvida no design mesmo.
Mas e aí qual o melhor nome para uma empresa? Será que tem uma fórmula pra isso?
Quando integrei em minha primeira sociedade, a Locomotiva, passei por essa situação várias vezes. Na época rolava muita demanda de nome, marca e identidade visual. Saíram coisas interessantes como. Official para uma empresa de cobranças, Exímia para uma clínica odontológica, Citylog para uma empresa de entregas.
Na segunda empresa onde fui sócio, a Metrópole, o desafio pintou algumas vezes também. Gostei de algumas coisas. Hypercubo para um grupo de consultoria composto por seis empresas, Creativetea para uma agência.
Mas o que será que vale realmente ao dar "o nome". Analisei isso por um tempo. E concluí algumas linhas de raciocínio.
O típico do Brasil
Tem muita gente que diz que o nome de nossas empresas tem que ser algo típico brasileiro. Rola lugar que isso é quase um dogma.
Saem nomes em Tupi-guarani, coisas regionais ou personalidades. Eu não gosto disso. Acho meio forçado e um pouco brega. Imagina só chamar uma empresa de tecnologia de Acarajé ou Vatapá.
Eu particularmente não sigo por esse caminho. Só se o cliente bater o pé mesmo.
Inglês ou português
Aqui nesse caso acho que depende muito da empresa. Eu acredito na sonoridade do nome. Não importa a língua.
Se a empresa tem uma diversidade de clientes ou atende muita ligação acho legal que o porteiro dê conta de pronunciar. Talvez essa seja uma boa medida. Imagina só isso aqui – "alô é da BorghiErh/Lowe?". Não é pra qualquer um : )
Então a língua fica opcional. Penso na sonoridade.
Coincidências
Tem dois casos. Um é quando uma empresa grande pega um nome simples. Tipo a VIVO ou a OI. Todo mundo que tinha esse nome antes se deu mal. O grande engole o pequeno.
Outro é entre empresas de pequeno e médio porte mesmo. Já vi por aí vários casos de empresas com charás. Aliás, tem tanta empresa que o dicionário fica pequeno.
Na hora de batizar vale tentar manter pelo menos certa coerência. Tipo pesquisar se rola uma exclusividade no estado ou na área de atuação.
Inventando um nome
Isso pode dar certo. Acho muito legal. Tem coisas tipo Lucent, Diageo ou Accenture. Mesmo que um nome como esse não signifique nada, você pode fazer com que ele signifique. Talvez com apoio de campanhas e anúncios.
Enfim...
O que importa mesmo não é o nome em si. Vale a sonoridade, um trabalho de comunicação sério, o conceito envolvido, uma marca bem elaborada e a criatividade no batizado.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Batizando empresas
Postado por
Daniel Macedo
às
23:09
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4 comentários:
Oi Dani,
Naming é realmente um trabalho complicado, mas ao mesmo tempo bem "desafiador". Como tudo desafiador a sensação de trabalho cumprido é ainda maior nesses casos.
Complementando o que vc falou, existe todo um ramo de empresas especializadas em naming (claro boa parte tá dentro de empresas de branding / design) mas existem sim certas técnicas, que chegam ao nivel de fonemas (V, Z) para agilidade / velocidade e por ai vai.
seguem um link de uma grande empresa de branding e basta googlar pra achar outros :
http://www.lippincott.com/services/naming_donts.shtml
Macedo,
as vezes alguns jobs desse tipo pintam pra gente aqui, uma das coisas que eu faço pra facilitar é pesquisar todo tipo de palavra que tem haver com o tipo de serviço da empresa, ainda assim procuramos essas mesmas palavras em outras línguas, latim, inglês e por aí vai(só nao vale chinês, hehe). Dessa listagem, ainda tentamos mesclar tudo um com outro. Acho um jeito legal de conseguir nomes bacanas. Mas é aquele negócio, demora um pouqinho mesmo...Valeu, um abraço.
Fred Vasconcellos.
Caraca Marcelo. Não conhecia o processo de Naming da forma como a Lippincot trabalha. Fiquei de cara. Valeu a dica.
Legal tocar no assunto. Essa é uma área do branding que vem ganhando mais e mais atenção ultimamente. Temos um post falando sobre isso em nosso blog sobre criação publicitária (http://criacao-fu.blogspot.com/2008/05/quem-batizou-esta-criana.html)
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